"Procura da poesia"

"Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
"


Carlos Drummond de Andrade

"Quem tem boca vai a Roma..."

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Palavras de outros sobre o Formalismo Russo

Formalismo russo

Corrente de crítica literária que se desenvolveu na Rússia a partir de 1914, sendo interrompida bruscamente em 1930, por decisão política. O nome do movimento foi objecto de discussão e, muitas vezes, se disse que era inadequado. Nos textos introdutórios da tradução portuguesa (de Iasbel Pascoal) da colectânea de textos dos formalistas russos, preparada por Tzvetan Todorov, quer Roman Jakobson quer o próprio Todorov começam por chamar à designação formalismo uma espécie de falácia ou termo pejorativo, criado pelos opositores desta teoria. Citando Jakobson, o formalismo, que foi “uma etiqueta vaga e desconcertante que os detractores lançaram para estigmatizar toda a análise da função poética da linguagem, criou a miragem de um dogma uniforme e consumado.” (Todorov, 1999, p.12).

O Círculo Linguístico de Moscovo foi fundado por alguns estudantes da Universidade de Moscovo, no inverno de 1914-1915, com o propósito de promover estudos de poética e de linguística, afastando-se assim da linguística tradicional e aproveitando a renovação da poesia russa que os poetas da época haviam iniciado. Este Círculo veio a receber oportuna colaboração da Sociedade de Estudos da Linguagem Poética (sigla russa: OPOIAZ), a partir de 1917. A primeira publicação do grupo, A Ressurreição da Palavra (1914), de Viktor Skhlovski, foi seguida da colectânea Poética, que havia de divulgar os primeiros trabalhos do grupo. Inicia-se um período de grande polémica, criticando-se sobretudo o afastamento dos novos linguistas dos “princípios eternos da arte”, sacrificando-os à primazia de estudos poéticos e linguísticos baseados em teorias puramente materialistas; por outro lado, os teóricos de inspiração marxista também não aceitaram que a nova poética ignorasse as realidades sociais e o recurso à literatura como meio de transformação dessas realidades. Em termos internacionais, os trabalhos dos formalistas russos só ganhou projecção quando Victor Erlich publica o livro Russian Formalism (1955). Esta divulgação no mundo ocidental foi decisiva, porque permitiu o desenvolvimento de inúmeros estudos e traduções de textos fundamentais. Se no ocidente os trabalhos dos formalistas russos não chega a ser totalmente conhecido e bem recebido até à década de 1950, na então Checoslováquia e Polónia teve grande repercussão. Formou-se o Círculo Linguístico de Praga, que se desenvolve a partir da década de 1920 e teve entre os seus principais participantes os russos Jakobson, Trubetzkoi e Bogatiriev e o checo Mukarovski, autor de Funções Estéticas como Reflexos de Normas e Factos Sociais (1936), resumo da sua teoria geral de estética, e Estudos sobre Estética (1966), fundamentos de uma estética estrutural.

Este Círculo só será desfeito no fim da Segunda Guerra Mundial, em função da situação política da Checoslováquia. Jakobson emigra para os Estados Unidos, onde conhece o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, de cujo relacionamento intelectual se desenvolveria, em grande parte, o estruturalismo. Esta escola de Praga representou uma espécie de transição do formalismo para o estruturalismo. Estes teóricos desenvolveram as ideias dos formalistas, mas sistematizaram-nas dentro do quadro da linguística saussureana. Há quem defenda que os formalistas de Praga foram uma versão científica do New Criticism anglo-americano.

Os formalistas russos são responsáveis por uma renovação da metalinguagem crítica, fornecendo novos termos de análise do texto literário, discutíveis individualmente, sem dúvida, mas que constituem ainda hoje objecto de reflexão e discussão, o que prova a sua importância. Muitos dos temas teóricos escolhidos para investigação nunca antes haviam sido discutidos: as funções da linguagem, em particular a relação entre a função emotiva e a função poética (Roman Jakobson), a entoação como princípio constitutivo do verso (B. Eikhenbaum), a influência do metro, da norma métrica, do ritmo quer na poesia quer na prosa (B. Tomachevski), a estrutura do conto fantástico (V. Propp), a metodologia dos estudos literários (J. Tynianov), etc. De entre os conceitos e discussões técnicas sobre terminologia literária (discutidos individualmente neste Dicionário) são de realçar a noção de literariedade ou literaturnost (o que faz com que um texto literário seja considerado literário; de notar que os formalistas ignoraram as formas não literárias, servindo-se apenas delas para mostrar precisamente que o que distingue um texto literário de um não literário é a literariedade); o estranhamento ou ostranienie, que Shklovsky define como a forma que a arte tem de tornar “estranho” aquilo que tem uma existência comum nascido de um processo de automatização (processo que se confunde com a banalização do objecto de arte, que só por um outro processo de renovação poderá proceder a um renascimento da arte); o predomínio da forma sobre o conteúdo do texto literário, porque é a forma que determina verdadeiramente a literariedade; e as noções de fabula e sjuzhet, como princípios constitutivos o texto em prosa (a fabula é o material primitivo de onde nascerá a narrativa, organizada em torno de uma trama ou sjuzhet, elemento puramente literário, que não se confude com a narração cronológica dos acontecimentos, mas é antes uma espécie de estranhamento narrativo da fabula).

Praticamente toda a doutrina dos formalistas russos foi objecto de crítica. Uma das teses mais refutadas foi a da literariedade. Da extensa bibliografia sobre a rejeição do privilégio da literariedade, chamamos a atenção para: Henryk Markiewicz, “The Limits of Literature” (New Literary History, IV, 1, 1972); Costanzo Di Girolamo, Critica della letterarietà (Il Saggiatore, Milão, 1978); e, mais recentemente, Jonathan Culler, que inicia e termina o seu artigo sobre “A literariedade” com as seguintes confissões, respectivamente: “Devemos confessar que não chegámos a uma definição satisfatória da literariedade.” e “Não encontrámos nenhum critério distintivo e suficiente susceptível de a definir.” (Teoria Literária, dir. de Marc Angenot et al., Publ. Dom Quixote, Lisboa, 19p.45 e p.58). A teoria formalista defendia que não há poetas nem personagens literárias: apenas há poesia e literatura. Assim sendo, o professor formalista é obrigado a ensinar, por exemplo, que Os Maias não são de forma alguma um “romance de família”, mas antes um puro exercício de técnicas de narração, constituindo as personagens simples artifícios de construção dessas técnicas. Mais, a literaturnost implica que os usos especiais de linguagem que fazem o literário se encontrem não só nos textos literários mas também fora deles. Então, se a literatura pode ser definida nestes termos, podemos argumentar que o discurso oral quotidiano contém maior dose de metaforização do que muitos textos declarados “literários”. O jornal A Bola tem, pois, mais marcas de literaturnost do que muitos romances que hoje se publicam sob esta designação. No final dos anos 20, o estalinismo acabou com os formalistas russos e com a literaturnost.

Não só a poesia interessou os formalistas. A prosa foi sistematicamente trabalhada, sobretudo por teóricos como Shklovsky (Sobre a Teoria da Prosa) e Tomachevski, autor da primeira obra monográfica sobre Teoria da Literatura. V. Propp, com a célebre Morfologia do Conto (1928), formulou uma teoria das funções narrativas nos contos populares, que se revelou fecunda nos estudos da narrativa em geral. Interessaram também aos formalistas russos os princípios linguísticos de organização da obra como produto estético. O estudo do romance, como grande narrativa, conheceu um importante contributo de Boris Eikhenbaum (Teoria da Literatura, ed. por Eikenbaum et alii, Porto Alegre, 1971), que propõe uma teoria da prosa e traça uma retrospectiva histórica sobre a evolução do romance em relação ao relato oral, concorrendo, significativamente, para a diferenciação entre o romance e a novela, baseada no princípio de que a novela seria uma equação com uma incógnita e o romance, um problema com regras diversas, um sistema de equações com muitas incógnitas, sendo as construções intermediárias tão importantes ou mais que a resposta final.

Após a interdição política da actividade dos formalistas, alguns que se encontravam no estrangeiro, prosseguiram os trabalhos iniciados na Rússia. Acontece assim com Jakobson, por exemplo, que se mantém sempre fiel à orientação formalista inicial, mesmo que resvale para o estruturalismo francês dos anos 60; outros, como Skhlovski, acabaram por renegar a sua doutrina anterior.

ACTUALIZAÇÃO; ARTIFÍCIO; CIÊNCIA E LITERATURA; CONTEÚDO; CONVENÇÃO LITERÁRIA; DESAUTOMATIZAÇÃO; ESTRANHAMENTO; FÁBULA; FORMA; SJUZHET; TEORIA DA LITERATURA

Bib.: Ewa M. Thompson: Russian Formalism and Anglo-American New Criticism — A Comparative Study (1971); Juirj Striedter: Literary Structure, Evolution, and Value : Russian Formalism and Czech Structuralism Reconsidered (1989); Peter Steiner: Russian Formalism : a Metapoetics (1984); T. Todorov: Teoria da Literatura I: Textos dos Formalistas Russos (Lisboa, 1999); Id.: Teoria da Literatura II: Textos dos Formalistas Russos (Lisboa, 1989); V. Erlich: Russian Formalism: History — Doctrine (1981).


TEXTO RETIRADO DO SITE: http://www.fcsh.unl.pt/edtl/verbetes/F/formalismo_russo.htm

ESQUEMA DAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO FORMALISMO RUSSO

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Principais características da literariedade
Literariedade
Estranhamento
Opacidade
Singularidade
Desautomatização da parcepção
Visão do objeto

quarta-feira, 21 de abril de 2010

PROVA!!! SOCOOOORRROOO!!!!

Pessoal:


Não se preocupem com os gêneros analisados por Aristóteles na Poética, eles  são especifidades desta obra. O que será pedido na prova deverá se referir aos conceitos de crítica literária apresentados pelos autores direta ou indiretamente e a relação entre esses conceitos. 

Não é certeza, é apenas um conselho.

Eu me preocuparia com a construção textul das respostas, pois a forma como vocês expressarão aquilo que aprenderem contará, com certeza, metade da pontuação da questão.

Não importa apenas seber, mas demonstrar que sabe, neste caso, através do texto escrito.

Seguem, abaixo, algumas anotaçõesimportantes sobre os textos que cairão na prova.


BOA SORTE A TODOS! PAZ E BÊNÇÃO!

Texto: "A crítica" de Afrânio Coutinho

A crítica para Afrânio Coutinho é um conjunto de métodos e técnicas para o estudo e a interpretação do fenômeno literário. Para o autor não se pode conceber um método crítico sem que este esteja ligado a uma teoria literária.

Segundo o autor, a crítica recebeu fundamentais contribuições de dois grandes nomes da antiga Grécia, que, originaram, por sua vez, duas grandes famílias de crítica literária: Platão e Aristóteles.

Para AC Platão não foi propriamente um crítico literário. Para o filósofo, o valor da crítica residia no grau de eficiência com que a obra literária serviria de instrumento à política e/ou à ética.

Texto: "Posições da crítica em face da literatura" de David Daches

(Estas anotações estão condensadas no quadro resumitivo sobre Platão e Aristóteles, postado neste blog no mês de março)

Texto: "O que é isto - a crítica partes I e II" de wendel Santos

Para Wendel Santos a literatura é a arte que revela o homem em sua forma mais completa. E a crítica, portanto, deve dominar uma série de conhecimentos acerca do ser humano  a fim de execer-se contundentemente e de dar conta do seu objeto de estudo.

O Autor propõe uma crítica que consiga articular os aspectos intrísecos - elementos inerentes ao texto em sua materialidade,  aos aspectos extrínsecos - elementos provenientes do meio em que o texto é produzido, ou da subjetividade de quem o escreveu, do texto.

Nesse sentido é que o autor afirma ser a crítica uma "ciência-síntese", uma vez que, sendo a literatura uma arte tão abrangente, a crítica, "ciência" que se propõe a estudá-la não pode ficar aquém dos conecimentos das outras áreas restringindo-se apenas ao campo da linguagem, sob pena de  tornar-se um estudo desumanizador.

Um ponto que se evidencia comum entre Wendel Santos e Afrânio Coutinho é o de afirmarem, ambos, que a crítica não pode ser exercida desvinculada de uma Teoria Literária.

Vale salientar que, na prática, todo estudo crítico é pautado em uma seleção realizada pelo estudioso, uma vez que toda crítica é uma construção subjetiva e, como tal, se contrói sobre um campo de preferências que, no entanto, não caracteriza-se pela arbitrariedade.


Texto: "A poética" de Aristóteles

Para Aristóteles, a literatura é a arte da palavra. Seus escritos intitulados "A poética", apesar de terem chegado aos nossos tempos fragmentados, constituem um trabalho pioneiro e fundador para a crítica literária.

Escrita como uma forma de "resposta" ao suposto desafio lançado por Platão em "A república" , a Poética constitui uma grande lição de método, do tipo que não dispensa o contato imediato com a obra literária. O que torna a relação do filsofo, Aristóteles, fundamental com a crítica, especialmente pelas características essencialmente metodológicas de sua obra.

Pode ser creditada, de certa forma, a Aristóteles, a noção de gêneros literários que se tem ainda hoje em dia. A de que gêneros literários são as várias modalidades através das quais a literatura existe.

O autor concentrou suas observações e reflexões ao gêneros literários que lhe eram contemporâneos, tais como: A tragédia - gênero literário que imita os seres ou as ações dos seres superiores com uma temática semrpe ligada ao conflito existente entre a inevitabilidade do destino e a liberdade de escolha humana; A comédia - gênero literário que imita os seres ou as ações dos seres inferiores, caracterizando-se também pelo exagero das temáticas dos  conflitos individuais; O mito - gênero literário caracterizado por uma narrativa acestral ou original;  entre outros.


Samantha B. S. Andriola - monitora da disciplina

Texto de autoria de Samantha baseado nas aulas de Teoria III e nos textos trabalhados.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Um pouco mais sobre Aristóteles..

Este grande filósofo grego, filho de Nicômaco, médico de Amintas, rei da Macedônia, nasceu em Estagira, colônia grega da Trácia, no litoral setentrional do mar Egeu, em 384 a.C. Aos dezoito anos, em 367, foi para Atenas e ingressou na academia platônica, onde ficou por vinte anos, até à morte do Mestre. Nesse período estudou também os filósofos pré-platônicos, que lhe foram úteis na construção do seu grande sistema.

Em 343 foi convidado pelo Rei Filipe para a corte de Macedônia, como preceptor do Príncipe Alexandre, então jovem de treze anos. Aí ficou três anos, até à famosa expedição asiática, conseguindo um êxito na sua missão educativo-política, que Platão não conseguiu, por certo, em Siracusa. De volta a Atenas, em 335, treze anos depois da morte de Platão, Aristóteles fundava, perto do templo de Apolo Lício, a sua escola. Daí o nome de Liceu dado à sua escola, também chamada peripatética devido ao costume de dar lições, em amena palestra, passeando nos umbrosos caminhos do ginásio de Apolo. Esta escola seria a grande rival e a verdadeira herdeira da velha e gloriosa academia platônica. Morto Alexandre em 323, desfez-se politicamente o seu grande império e despertaram-se em Atenas os desejos de independência, estourando uma reação nacional, chefiada por Demóstenes. Aristóteles, malvisto pelos atenienses, foi acusado de ateísmo. Preveniu ele a condenação, retirando-se voluntariamente para Eubéia, Aristóteles faleceu, após enfermidade, no ano seguinte, no verão de 322. Tinha pouco mais de 60 anos de idade. A respeito docaráter de Aristóteles, inteiramente recolhido na elaboração crítica do seu sistema filosófico, sem se deixar distrair por motivos práticos ou sentimentais, temos naturalmente muito menos a revelar do que em torno do caráter de Platão, em que, ao contrário, os motivos políticos, éticos, estéticos e místicos tiveram grande influência. Do diferente caráter dos dois filósofos, dependem também as vicissitudes exteriores das duas vidas, mais uniforme e linear a de Aristóteles, variada e romanesca a de Platão. Aristóteles foi essencialmente um homem de cultura, de estudo, de pesquisas, de pensamento, que se foi isolando da vida prática, social e política, para se dedicar à investigação científica. A atividade literária de Aristóteles foi vasta e intensa, como a sua cultura e seu gênio universal. "Assimilou Aristóteles escreve magistralmente Leonel Franca todos os conhecimentos anteriores e acrescentou-lhes o trabalho próprio, fruto de muita observação e de profundas meditações. Escreveu sobre todas as ciências, constituindo algumas desde os primeiros fundamentos, organizando outras em corpo coerente de doutrinas e sobre todas espalhando as luzes de sua admirável inteligência. Não lhe faltou nenhum dos dotes e requisitos que constituem o verdadeiro filósofo: profundidade e firmeza de inteligência, agudeza de penetração, vigor de raciocínio, poder admirável de síntese, faculdade de criação e invenção aliados a uma vasta erudição histórica e universalidade de conhecimentos científicos. O grande estagirita explorou o mundo do pensamento em todas as suas direções. Pelo elenco dos principais escritos que dele ainda nos restam, poder-se-á avaliar a sua prodigiosa atividade literária". A primeira edição completa das obras de Aristóteles é a de Andronico de Rodes pela metade do último século a.C. substancialmente autêntica, salvo uns apócrifos e umas interpolações. Aqui classificamos as obras doutrinais de Aristóteles do modo seguinte, tendo presente a edição de Andronico de Rodes.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Quadro resumitivo sobre Platão e Aristóteles



Platão
Aristóteles
Visão de mundo
Dualista(mundo das idéias x mundo real)
Um mundo único possível de ser recriado
Conceito de poeta
Imitador de terceiro grau dominado pelas paixões
Indivíduo capaz de recriar a realidade e, por vezes, transcendê-la
Conceito de poesia
Tentativa inútil de imitação da realidade
Recriação possível da realidade
Pensamento
Idealista; Dedutivista
Descritivista; Indutivista
Observação
Ambos os filósofos admitiam que a poesia é imitação, diferindo quando ao seu conceito de imitação.

domingo, 14 de março de 2010

Saudações...

Sejam bem vindos pessoal!!!!

Estaremos postando neste espaço textos dos alunos, dos monitores, do professor e disponibilizando algumas apostilas e livros para quem quiser baixar e ler em casa (economizando o dinheiro da xerox..rs).


Esperamos que gostem!!!!


Abração,
Samantha e Magnólia